domingo, 26 de junho de 2011

Terra de Gigantes - Lapa

Projeto em travessia

"Kriptônico" V2

"Sucrilhos" V0

Projeto

Projeto

Bloco Cebolão (vários lances)


Projeto


Bloco do "Kriptônico" à esquerda



Bloco do Cebolão

Com um potencial incrível para bolders e algumas pequenas vias, esse é o lugar que conheci este final de semana na região da Lapa, "Terra de Gigantes", nome este dados pelos escaladores da região, a rocha é arenito, mas há muitos blocos com inúmeros problemas de bolder a serem explorados, dá pra fritar a ponta dos dedos, acreditem.
O lugar é muito legal e com um acesso pra lá de sussegado, só há de se observar que este se encontra em terras particulares, no entanto com o dono da fazenda do principal acesso estamos dialogando muito bem, porém é preciso estar atento para as divisas entre fazendas, pois a área é grande e "sem fronteiras definidas".
Curti bastante o lugar e isso irá me manter um pouco em forma nesses períodos de pouca escalada.
Agradeço aos amigos Sérginho e Tiago pela parceria em apresentar este point.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

"Pichorra" 8a

Final do 2º crux superior

No 2º crux superior

Entrando no 2º crux superior

Repare bem no centro da foto...

Costurando no meio do 1º crux superior

Entrando no 1º crux superior

Lances iniciais da via

Bassoa na saída da via

Bassoa nos lances iniciais

Bassoa antes do crux das casquinhas

Bruno no início da via

Bassoa e Taylor

Bruno e Bassoa

O Trio

Ontem fomos eu, o Bassoa e o Bruno escalar na Estrada pro Lageado, entrei na 1ª via aberta do local, "Pichorra" 8a, inicialmente fui até a metade da via e armei um top roupe (corda de cima) para que eles escalassem um pouco, foi difícil para eles já que a via é exigente e possui vários cruxes (partes difíceis), no entanto, dentro de suas limitações de iniciantes, ambos tiveram um bom desempenho passando o crux de saída e indo até o início do 2º crux da parte de baixo da via (casquinhas), após este protege-se em móvel, um lance interessante pois não se pode gastar todo o antebraço pro crux pois depois vem um estico em que bomba braço pro sacar os móveis.
Na parte superior existem dois outros cruxes mais fortes (lacas em oposição e regletes), além de um último lances um pouco mais aéreo no final.
Entrei novamente guiando a via toda, e depois de havê-la encadenado sacando há duas semanas atrás, ontem a conversa foi diferente levei um espanco da via, torei o braço rapidinho e fui me arrastando até o final, em suaves prestações e com direito à vôo rss.
Enfim foi uma escalada agradável, a via é alucinante, não é porque sou o aberturista, mas ficou boa mesmo! Recomendo galera, escalada de qualidade, de uns 35/40m com lances variados, o destaque fica pras duas placas negativas sobrepostas na segunda metade da via, lá têm-se respirar fundo e apertar a regletera, administre bem os descansos na naturais da via porque tem hora que é no toca pra cima senão acaba o braço antes de concluir a sequência, na primeira parte usa-se um Camalot .75 entre a segunda e terceira chapa e um Camalot .3 e um Camalot .4 entre a quarta e quinta chapa, leve umas 15 costuras, algumas longas pra diminuir atrito.
Abraços e boas escaladas!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Estrada pro Lageado - Novas Vias

Taylor na "Pichorra" 8a

Taylor na "Pichorra" 8a com 40 metros

Projeto do Alessandro

Alessandro no perrengue

E ainda apareceram umas abelhas...

Galerinha do agito

Este final de semana os graxas vieram em peso à "Estrada pro Lageado", vieram o Andrey, Alessandro, Élcio e Paulo, foi praticamente um encontro de escalada, pois nunca vi "tanto" escalador junto por estas bandas, o primeiro encontro de escalada de Rio Negro!
Nesta oportunidade o Élcio mandou a primeira cadena da via "Pichorra" que ficou com o grau de 8a, dei uma pega na via também mas quebrou uma agarra e me estabaquei, tive uma nova lesão em meu tornozelo, mas terminei pelo menos a guiada.
O Alessandro estava com um projeto bem interessante, a "Fissuras e Ferroadas", uma linda fissura de dedos num diedro, que posteriormente passa por um negativo e vai até uns tetos com parede suja acima, sem descansos, possivelmente vai ser uma das fissuras mais difíceis do Paraná, está equipada para rapel e espera a primeira cadena, no mínimo nono grau!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Paredes e mais paredes...






E eu que achava que em Rio Negro não tinha paredes... ledo engano!!!

domingo, 1 de maio de 2011

Final de semana em Mafra e Black River

Alessandro malhando projeto em BRJ

Alessandro malhando projeto em BRJ

Rumo ao pedal

Clima agradável

Essa é companheiraça!

Faceira!

Pedalzinho de primeira

Nossa base

Esse fim de semana, curti bastante e melhor, aqui na região onde estou morando, Rio Negro!!! Isso mesmo! Sábadão o Alessandro me liga e diz que ele e o Élcio resolveram aceitar me convite de vir conhecer as paredes aqui da região, e não se arrependeram, fuçamos um pouco as paredes e armamos o top com duas cordas de 60m pra trabalhar a linha da via "Pichorra" algo em torno de 8c, com uns 40 metros de movimentos constantes de técnica e resistência, ficou irada a linha, as chapas já estão marcadas, próximo passo... ratátá!!!
Domingão fui com minha namorada pra Mafra pedalar pelas estradinhas da região do Butiá do Bráz, foram 25km de uma estradinha muito convidativa ao pedal, e com umas subidas longas, mas bem legais, enfim foi um ótimo fim de semana.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Mais sobre Estrada pro Lageado

Proseando sobre as paredes...

Bruno rapelando

Por onde há de ser?

Descobrindo a linha

Bassoa rapelando

Hoje estive novamente nas paredes da Estrada pro Lageado, estive também no último feriado com minha namorada Maristela, nesta ocasião bati a parada da via, estava um calor de lascar!
Hoje fui com os amigos Bruno e Bassoa, a inteção era fazer um top rope pra malhar a via, no entanto a corda de 60m dobrada não dava chão, faltava ainda um bom tanto, por isso optei ficar com o rapel mesmo pra reconhecer melhor toda a parede e para os piás se divertirem um pouco, já que nunca escalaram antes.
Valeu a pena, subi "tiblocando", escovando umas agarras e buscando a linha da via, felizmente é possível e pela minha experiência sai todos os movimentos, alguns vão ser bem difíceis mas "fazíveis". A parede tem uns 40/45 mts aproximadamente, e logo volto lá pra continuar o trabalho, essa via vai ficar muito interessante e abrirá horizontes a novas possibilidades locais estou pilhado de voltar lá, e ansioso por vê-la concluída para tentar a guiada, infelizmente são poucas as possibilidades para proteção móvel, mas manterei o estilo misto da via onde for possível.
Video Estrada pro Lageado

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Passa Vinte

Uma das várias pedras na região próxima à Passa Vinte

A extensão do negativo em comparação com o escalador no final da via “Tapa na Cara”


Bruna guiando uma variante na parte positiva da parede


Nada melhor que começar o ano conhecendo um novo setor de escalada. Localizado no sul de Minas gerais, a “Gruta Passa Vinte” é de extraordinária beleza e grandiosidade para os nossos padrões de escalada em falésia. Acredito que quase todos que estiveram lá perderam algumas horas apenas observando, com receio, o tamanho do arco em negativo que se forma a partir de seus pés, e que, após este intervalo, respiraram aliviados por saber que quase todas as vias de escalada terminavam bem antes da metade da parede.
O setor possui atualmente grande variedade de vias a partir do oitavo grau, todas com boas agarras que não machucam e nem ralam as pontas dos dedos, restando apenas para os braços. Não que as vias sejam de pura resistência, pelo contrário, exigem muita técnica, principalmente para as últimas costuradas. Para interagir com o lugar vale à pena começar pelas vias “Gênesis, 8c”, com cuidado na terceira proteção em que a costura fica muito atrás do escalador por conta da negatividade da parede; “Tapa na Cara, 8a” que tem belos movimentos e “The Glands, 9a”, bem explosiva.
Um grande atrativo do local é o fator clima, onde chuva nem sol são problemas, a gruta é tão extensa e negativa que é possível escalar mesmo debaixo de muita chuva. Para acampar tem espaço e um córrego próximo que aumenta de volume conforme a intensidade da chuva. Existem também algumas precauções a se tomar. Por conta dos roedores locais, aconselho deixar as comidas no centro da barraca ou penduradas do lado de fora. Na estrada, a preocupação é com o carro. Como chove muito na área, é melhor deixá-lo na segunda curva antes da entrada para a trilha para facilitar a saída.
Estas são algumas dicas que soubemos de um escalador de Resende “o Valdi”, são poucas, mas bem vindas. Para quem quiser mais detalhes, o acesso e croqui das vias estão bem detalhados no blog “Rock Trip Resende”, até porque, queremos deixar um pouco da sensação deste grandioso lugar, para quem queira conhecer, retornar e é claro, escalar.

Jonatt de Paula e Bruna A. Hirsch